Leonor.
Mãe... ajuda-me a estudar geografia para o teste. Preciso de fazer revisões."* pediu-me Simão numa recente tarde de domingo.
Mãe... ajuda-me a estudar geografia para o teste. Preciso de fazer revisões."* pediu-me Simão numa recente tarde de domingo.
Momentos e pessoas perfeitas, não são eternos. São como o vento. Passam por nós sem deixar rasto.
Há-de chegar o dia em que tudo vai inevitavelmente chegar ao fim e aí sim, vamos precisar de sentir toda a dor que tivermos.
No final de contas, o diabo não vem até nós sob a tradicional forma vermelha, tridente nas mãos e uns indisfarçáveis e flamejantes cornos, mas sim sob a forma daquilo que mais desejamos.
Nada é mais indestrutível do que o silêncio. Tudo o resto são apenas palavras, frases, sons, coisas que qualquer um pode dizer.
Quando o sentido de humor, talvez a maior das virtudes do ser humano, é elevada a oitavo pecado mortal a civilização humana está condenada ao fracasso.
Tem ponto final mas não acabou. O que acabou foi o tempo, essa maçadora dimensão que marca e destina o Homem.
Quem não acredita em Deus tem de acreditar nas coisas que a vida lhe segreda como evidentes:
Ensinam-nos que é preciso perder para aprender a vencer, que é preciso perder para saber como vencer.
Perdoar. Não porque o outro mereça perdão, mas porque eu mereço paz.
Passaram oito meses. Hoje, regressas finalmente ao espaço que te faz feliz. Ao tapete, às piruetas, aos mortais, ao trampolim.